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Archive for the ‘sexualidade’ Category

O pequeno Urso e o Lobo grande brincam juntos. Mas nem sempre as brincadeiras são inocentes. Podem até ser muito perigosas…

 

 

 

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Pensa nisto:
O teu corpo é só teu. É algo de muito especial.

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A pequena NÃO e a grande NÃO

 

A pequena NÃO está sentada num banco do parque a comer chocolate.

É muito pequenina, minúscula e fala muito baixinho.

 

 

Chega uma senhora gorda e pergunta:

— Posso sentar-me à tua beira?

A pequena NÃO sussurra:

— Não, preferia ficar sozinha.

A senhora grande e gorda nem ouve, e senta-se no banco.

(mais…)

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Acabaram-se os beijos!

É fim-de-semana e Tim e o pai estão confortavelmente a tomar o pequeno-almoço. Com toalha de mesa, chocolate, pãezinhos, doce, fiambre e queijo! E como é fim de semana, Tim tem autorização para comer todo o creme de chocolate que quiser.
— Que bom! — exclama, satisfeito.
— Amanhã a tia Zélia vem cá a casa — diz o pai.
— Oh, não! — volta a exclamar Tim, e até deixa cair o pão ao chão. — Vou esconder-me para ela não me encontrar.
Tim rasteja para debaixo da mesa para ver se a toalha o esconde bem. O pai segue-o.
— A tia Zélia é tão simpática!
— Sim, mas enche-me de beijos e eu não gosto. E o baton dela é tão pegajoso!
Tim até sente um arrepio. (mais…)

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Direitos iguais para rapazes e raparigas.

É óbvio!

 

Nenhuma criança pode ser prejudicada por ser rapaz ou rapariga. Está escrito nos direitos das crianças. Mas então, não é óbvio? — admira-se Paulo. Estêvão, Jeremias e Lea concordam.

— E porque é que eu tenho de ajudar sempre a lavar a loiça e o meu irmão não? — pergunta Ana.

— O teu irmão ainda é pequeno — responde Alexandra. — Quando for um pouco mais velho, também tem de ajudar, se não, é injusto.

— Lavar a loiça é coisa para mulheres — diz Rómulo com um risinho.

— Ainda vives na idade da pedra? — responde Catarina. — Isso era dantes, quando o meu avô ainda era novo. E até ele passou a ajudar nas tarefas domésticas!

Rapazes e raparigas, homens e mulheres têm os mesmos direitos e deveres. Isto não vem só escrito nos direitos das crianças mas também na nossa lei mais importante, na Constituição. Apesar disso, algumas coisas ainda são injustas.

— Por exemplo, quando uma mulher ganha menos do que um homem, embora faça o mesmo trabalho — diz Lea.

— Exato! — Alberto franze a testa. — Ou quando alguém diz: Na nossa turma há 25 alunos.

— Porquê? Mas é verdade! — Luís encolhe os ombros.

— Alunos e alunas, é como devia ser — diz Alberto. — Se não, parece que não há meninas.

— Ah! — Luís acena com a cabeça. — Compreendo.

— A minha amiga Sevim é turca. Tem de andar sempre de lenço na cabeça e não pode andar sozinha na rua, mas os irmãos podem, embora sejam mais novos. E por causa disso é muitas vezes troçada pelas outras pessoas — conta Sílvia.

Sevim vem de um outro país, com outra cultura. Na Constituição também está escrito que ninguém pode ser discriminado ou preferido por causa do seu sexo, origem, raça, língua, pátria e proveniência, pela crença, convicção religiosa ou política.

Portanto, se para Sevim e para a família andar com o lenço está bem, não há motivo para ser alvo de troça ou para lho proibirem.

 Dagmar Geisler
Das bin ich von Kopf bis Fuß
Bindlach, Loewe Verlag, 2005
(excertos traduzidos e adaptados)

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SIM ou NÃO?

Como é que me sinto?

SIM

  • Quando me agarro ao papá, a minha barriga sente-se bem, como se estivesse cheia de pudim de baunilha. (Estêvão)

  • Quando a avó me abraça, tenho a impressão de estar numa nuvem macia. Ela cheira a sabonete de rosas e a bolos acabados de fazer. (Sílvia)

  • Quando vou com o papá ao futebol e a nossa equipa marca um golo, o papá pega em mim e aperta-me com força contra ele. Eu dou guinchos de alegria e sinto-me forte como um leão. (David)

  • Às vezes, a mamã dá-me beijinhos no pescoço e faz-me coceguinhas na pele. É como se mil joaninhas estivessem a caminhar sobre as minhas costas. (Jeremias)

  • O avô cheira a cachimbo e costuma andar com um casaco grosso de lã áspera. Quando pega em mim, tenho a impressão de que nada me pode acontecer. (Regina)

  • Quando a tia Bia me faz festas na cara é como se uma borboleta me tocasse. A mão dela é muito fresca, lisa e macia. (Leonor)

  • Eu e a minha amiga temos um segredo só nosso que não contamos a ninguém. De cada vez que penso nisso, até sinto arrepios. (Lia)

NÃO

  • Os beijos lambuzados da tia Olga são desagradáveis. Parecem um caracol a subir-me pela cara. No fim tenho de limpar sempre o baton. Brr! (Niki)

  • Às vezes, quando o papá me abraça, levanta-me como um bebé. Já não tenho idade para isso. (Bernardo)

  • Quando o tio Manuel vem visitar-nos, aperta-me tanto que me magoa. Eu não gosto. (Estela)

  • O irmão mais velho da minha amiga é muito fixe mas quando ninguém está a ver, tenta beijar-me. Mete-me medo. (Mafalda)

  • Quando a avó me dá um abraço, primeiro é bom, mas ela depois não para. Deixo de conseguir respirar e começo a mexer-me todo. Só quero fugir. (Paulo)

  • O Tó, do 6º ano, convenceu-me a ir com ele ao supermercado roubar. Eu não queria nada. O Tó diz que é um segredo nosso e que, se eu o contar, vai acontecer-me alguma coisa má! Até fico enjoado quando penso nisso. (Ludgero)

Quando alguma coisa faz com que te sintas mal, tens sempre o direito de dizer NÃO! Mesmo que os outros possam sentir-se ofendidos.

Alguém que goste de ti vai aceitar o teu NÃO e não vai forçar-te. E até podes explicar a razão do teu NÃO!

Segue:

Dagnar Geisler
Das bin ich von Kopf bis Fuß
Bindlach, Loewe Verlag, 2005
(excertos traduzidos e adaptados)

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