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Archive for the ‘ternura’ Category

MEDITAÇÃO LABIRÍNTICA

A meio da minha vida, escrevi este pequeno texto esperando vir a partilhá-lo com um dos meus filhos. Mais tarde, pareceu-me demasiado sério, demasiado grave, para ser objeto de uma partilha. E assim ficou perdido no meio de papéis.

*

Desde logo, no início do labirinto, não confundir amor com apego. Se sigo a via do amor, posso começar finalmente a compreender que, no amor, sou levado em direção ao outro. Este caminho levar-me-á a recuar bem longe na minha vida e na minha história para encontrar as fontes do amor.

A fonte do amor, aquilo que lhe confere a sua energia, está no amor por si próprio. É o amor por si próprio que permite, que autoriza – no sentido de tornar autor – o dom de amar. Mas dá-lo em amor, esta forma de se dar, só é, obviamente, possível, se o meu próprio desejo de amar não for terrorista a ponto de eu querer impor o meu amor ao outro. (mais…)

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Carta Aberta a um Jovem

Caro Jovem

 

Não há nada de antiquado no facto de procurares comportar-te com dignidade nas tuas relações com o sexo oposto. O teu corpo não é um objeto, nem um qualquer mecanismo que não possas controlar.

Numa relação, o afeto é muito mais importante do que o sexo. A falta de carinho leva a que as pessoas acabem por se tornar agressivas uma com a outra. Nunca te precipites. Os contactos sexuais não te farão mais próximo de quem julgas gostar.

É uma grande ilusão confundir-se atração física com amor. Deixa as experiências sexuais para quando tiveres uma relação verdadeiramente madura, ou podes ter a certeza de que, mais cedo ou mais tarde, tudo se desmoronará. Não coloques o prazer à frente do carinho e do respeito. Deixa que o tempo exerça a sua ação. Já experimentaste comer um fruto ainda verde?

Fala-se muito de amor, quando, na maior parte dos casos, tudo não passa de aparência. Não antecipes experiências que só devem ser vividas quando houver respeito e ternura bastantes para tornarem sólida uma relação. De outra forma, apenas encontrarás o vazio.

A precipitação pode ter consequências sérias: uma gravidez não planeada, por exemplo. Interrompe-se a gravidez, dirás tu. E achas correto matar uma vida, sobretudo quando foi a tua irresponsabilidade que a criou?

Não te esqueças também das doenças transmissíveis por via sexual, e do enorme sofrimento que poderão causar. Relações sexualmente protegidas serão a solução, pensarás. Pois convence-te de que a solução consiste em te tornares interiormente adulto e responsável, e aprenderes a agir com retidão e dignidade.

O ser humano não é um animal irracional que atua impelido pelo cio. É um ser pensante e criativo, com capacidade de escolha e de decisão, e que tem o dever de refletir sobre os seus atos.

Os muitos filmes e novelas incessantemente despejados na cabeça das pessoas distorcem o sentido da conduta humana, induzindo à vulgaridade e à imitação de comportamentos grosseiros, quando não claramente antiéticos.

Deves desenvolver o teu espírito crítico, para não te limitares a ser mais uma ovelha de um imenso rebanho obtuso e amorfo, que se deixa conduzir por qualquer um.

Não esqueças que a vida é uma oportunidade demasiado preciosa para a desperdiçares com caprichos e fantasias. Procura a justiça e tenta contribuir para uma sociedade melhor.

 

Com o desejo sincero de que sejas feliz.

 Anónimo

 

 

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